Patadas y gambetas

Verón anuncia que joga próxima Libertadores pelo Estudiantes
Comentários 1

Tales Torraga

Juan Sebastián Verón, 41 anos, afirmou nesta noite em Buenos Aires que vai jogar a Libertadores de 2017 pelo Estudiantes de La Plata, clube do qual é presidente.

La Brujita só colocou uma condição para voltar: ''A torcida precisa comprar antes do fim do ano as reservas de dois terços dos assentos do estádio que estamos reformando. Cerca de 35% dos lugares já foram vendidos. Estou bem otimista''.

Por parte da torcida, não há a menor chance de o trato não ser cumprido: seja qual o clube, o argentino personifica o chavão ''sacar a grana da comida para dar ao time''.

Verón ni loco teria motivo para enganar seus sócios-torcedores. Ele é o maior ídolo recente do Estudiantes e qualquer volta atrás deixaria sua presidência inviável.

Terá 42 anos na próxima Libertadores e é quase impossível que renda como os demais – mas é, seguro, das jogadas de marketing mais sensacionais do momento.

O próspero Estudiantes está na liderança do Argentino após quatro rodadas.

A promessa de Verón ocorreu no programa FOX Sports Radio. La Brujita pendurou as chuteiras pelo Estudiantes em 18 de maio de 2014, pelo Campeonato Argentino.

Desde então, mantém o físico no futebol amador.

Integrante da seleção argentina que disputou as Copas de 1998, 2002 e 2010, Verón é presidente do Estudiantes desde outubro de 2014. Além do clube de La Plata, os outros times do país já garantidos na Libertadores-17 são Lanús, San Lorenzo e Godoy Cruz, os melhores do último Campeonato Argentino.

Nem tudo, porém, são boas notícias para o time de Verón. O clube faz domingo, às 16h, como visitante, o clássico de La Plata contra o Gimnasia. E nesta sexta uma sede da torcida do Estudiantes foi queimada e bombardeada pelos contrários.

Ninguém ficou ferido (ou foi preso) pela atitude acéfala e inexplicável.


Ex-combatente nas Malvinas é o novo técnico do Vélez
Comentários Comente

Tales Torraga

Ameaçado de rebaixamento, o Vélez Sarsfield tem novo técnico: saiu Christian Bassedas e entrou Omar De Felippe, argentino de 54 anos e trajetória ímpar.

Tudo porque ele ainda sente na pele os gritos e os ruídos da Guerra das Malvinas na qual foi combatente. Tinha só 20. ''Estava sentado, rezando para não cair uma bomba'', relembra. ''Você vê alguém morrendo e é como se não acontecesse nada.''

Omar De Felippe à esquerda na foto

Era 7 de abril de 1982. De Felippe jogava nas inferiores do Huracán quando foi chamado pelo Exército. Poucos dias depois, desembarcou em Isla Soledad e caminhou 13 quilômetros sinuosos e frios para chegar a Puerto Argentino.

Não se feriu grave nos dois meses em que lá esteve. Escapou de morrer. Seu capitão o mandou deixar posição segundos antes de uma bomba cair ali.

Mais memórias: ''Quando a guerra acabou, caminhamos uns oito quilômetros de caos. Os ingleses seguiam disparando. Houve feridos e mortos''.

''Falar das Malvinas me custou quase sete anos. Não tinha claro o que contar.''

''Devo homenagear os companheiros que voltaram e os que ficaram lá. É importante que não se esqueça. E que as novas gerações saibam.''

''Sempre digo que, além da família, o futebol me salvou a vida. A cada dia depois de voltar, era a minha motivação para seguir.''

Homem de fala marcante e valores firmes – impossível um jogador lhe passar a perna -, De Felippe ainda luta para ter espaço como treinador. Começou em 2009, e passou por Olimpo, Quilmes e Emelec-EQU (até maio, seu último clube).

No meio, o seu principal trabalho – com o Independiente de Avellaneda em 2013 e 2014 na Série B. Ascendeu e deixou o Rojo em seu lugar. Foi muito homenageado.

Há ótimas entrevistas suas nos arquivos do ''Clarín'' e do ''La Nación''.


Copa do Brasil? A Copa Argentina está mais empolgante – e Tevez, brilhante
Comentários Comente

Tales Torraga

Mata-mata em jogo único – e em campo neutro abarrotado por torcidas divididas.

A Copa mais apimentada do momento é de longe a Copa Argentina, vide o alucinante Boca 2×2 Lanús da noite desta quarta (28). O Boca avançou nos pênaltis.

O jogo foi tenso antes mesmo de começar. Tevez xingou Lautaro Acosta: revide por falar que o Boca era favorecido nos bastidores. E os dois times já haviam brigado, quase na mão, na chegada ao Estádio José María Minella de Mar del Plata para usar o vestiário local – e ficar no banco propício para apretar o bandeirinha.


Suspenso no Argentino, mas habilitado na Copa, Tevez jogou como o antigo Tevez. Marcou dois gols e bancou todas as patadas que o duríssimo Lanús lhe pegou.

O Boca também jogou como o antigo Boca, con los huevos bien puestos. O Lanús esteve com 1×0 e 2×1, mas a raça xeneize fez frente ao atual campeão argentino.

(Carlitos converteu também seu pênalti. Centurión jogou – e bem – os 90 minutos.)

Tanta energia em jogo tem motivo: o campeão da Copa Argentina estará na Libertadores-2017, cujos representantes do país até o momento são Lanús, Godoy Cruz, Estudiantes e San Lorenzo (o único grande de Buenos Aires na competição).

A partir do dia 9, os jogos que vêm por aí são River Plate x Unión de Santa Fe (que bateu o Estudiantes, atual líder do Argentino) e Racing x Gimnasia e Godoy Cruz x San Lorenzo (ambos pelas oitavas, e os vencedores se alinham com River x Unión).

No outro lado da chave, duas quartas-de-final já fechadas: Belgrano x Juventude Unida de Gualeguaychú (da Série B) e nada menos que a reedição da final do ano passado, um já comentadíssimo Rosario Central x Boca Juniors.

Os bons de memória sabem o que o confronto apresenta. Em 2015, o Boca foi campeão da Copa Argentina em uma das decisões mais escandalosas da história.

A Copa deve ser a despedida de Tevez. Ele tem tudo para anunciar a aposentadoria em dezembro – e com a chance de fazê-la em épica final contra o River Plate.

Carlitos que detonou o clube de Núñez. Chamou nesta semana a conquistada Recopa Sul-Americana de 'copo de leite', típica forma portenha de diminuir os rivais.

As datas, a chave e tudo mais da Copa Argentina, aqui.


Algoz de Santos e Palmeiras: Boca de Bianchi é o livro argentino do momento
Comentários 9

Tales Torraga

Con alma y corazón, el fenómeno Boca-Bianchi.

É este o lançamento literário portenho do momento.

Escrito por Marcelo Rodríguez, periodista do jornal ''Crónica''.

O livro incomoda feridas ainda abertas no torcedor de Santos e Palmeiras.

Carlos Bianchi, grande amante dos livros, esteve ontem no lançamento no microcentro portenho. Nos regaló um ótimo papo que será postado em breve.


Bianchi é, por lejos, o maior técnico do Boca.

Ganhou tudo – absolutamente tudo – duas vezes, 2000 e 2003.

Libertadores em cima de Palmeiras e Santos; Mundial contra Real e Milan.

Tanta moral que até largou Macri falando sozinho numa coletiva de imprensa.

Enfrentou pressões de todos lados: governo, jogadores, presidência, barra bravas.


Boas histórias – dignas de películas – são resgatadas. Resgate é a palabra. Há esmerada pesquisa histórica. Brigas, números, bastidores. 144 páginas, cortitas.

Precisas. 1998-2004. Tudo ali. 150 pesos, aqui.


Calleri vive pior seca da carreira e não fica nem no banco do West Ham
Comentários 3

Tales Torraga

Ruim sem ele, pior para ele.

Enquanto o São Paulo passa apuros sem Jonathan Calleri, o atacante argentino, hoje no West Ham, da Inglaterra, vive simplesmente a pior fase da carreira.

São sete jogos pelo clube e nenhum gol marcado, algo que Calleri jamais viveu.

Sua média no São Paulo e no Boca Juniors foi de 0,51 e 0,37 gols por jogo. E com um traço em comum – balançar as redes logo de cara. Nem no All Boys, onde nasceu para o futebol, sofreu no começo. Quando ficou sem fazer gols – no São Paulo foram 11 jogos em zero -, já comprovara capacidade marcando na chegada.

Desses sete jogos pelo West Ham, Calleri foi titular em três. Soma 299 minutos em campo. Jamais começou e terminou o mesmo jogo. Seu time é o antepenúltimo no Inglês, só 3 pontos conquistados em 18 possíveis. Re complicado, Jony.

No domingo, na derrota em casa por 3×0 para o Southampton, Calleri, atual artilheiro da Libertadores, por opção técnica, nem no banco do West Ham ficou.

Uma razão para a escolha é a efetividade – ou melhor, a falta dela. O argentino deixou o campo sem sequer uma finalização a gol em quatro dessas sete partidas.

Seu entorno minimiza o momento e credita a seca à normal adaptação de um jogador de 23 anos que está em sua primeira experiência na Europa. Mas é bom Calleri se preocupar se quiser recuperar o status que tinha no São Paulo, o de cobiçado por grandes europeus e certo convocado para a seleção argentina.

Argentina, aliás, que ficou bastante irritada com sua atuação na Olimpíada. Programas de TV e rádio colocaram em suas costas a culpa pela eliminação na primeira fase, chamando-o de ‘máquina de perder gols’.

Hoje falta gol. Mas jamais vai faltar time na América para corrigir sua fuga de rota.


Centurión causa briga e apanha em goleada do Boca
Comentários 5

Tales Torraga

Na mesmíssima tarde em que seu ex-clube, o São Paulo, perdeu pela 11ª vez no Brasileiro, Ricardo Centurión foi destaque na Argentina para o bem e para o mal.

Fazendo um gol (o terceiro) e tendo boa atuação com o placar já 4×1 para o Boca Juniors sobre o Quilmes na Bombonera, ele começou a 'pentear' a bola em ataque pela esquerda. A firula não foi bem recebida: um zagueiro (Maxi González) lhe pegou uma patada violenta, e outro (Bottino) pisou na sua cara no chão.

patada-Centurion_OLEIMA20160925_0174_29

As agressões (vídeo aqui) no final do primeiro tempo causaram tumulto generalizado, mas sem expulsos – caso raro de goleada e 22 em campo até o fim.

Centurión seguiu no gramado até 18 minutos do segundo tempo, quando deu lugar a Betancur. Os outros três gols do Boca foram marcados por Benedetto, que se redimiu das más atuações até esta quarta rodada do Campeonato Argentino.


Por que Icardi está longe da Seleção
Comentários 4

Tales Torraga

Seis gols em cinco jogos no Campeonato Italiano.

A fase é espetacular. Mas Mauro Icardi, artilheiro e capitão da Inter de Milão com meros 23 anos, não é um jogador de fases. Toda sua carreira é de altíssimo nível.

A cada gol, coloca as mãos atrás dos ouvidos.

Em Buenos Aires, o gesto tem óbvia interpretação: 'Patón, espero seu chamado'.


Para que isso ocorra, há pesadas portas a abrir. Hoje estão bem cerradas.

O primeiro motivo da ausência de Icardi da Seleção é a atual safra de atacantes argentinos, a mais espetacular da história. Sem pensar muito, 11: Dybala, Higuaín, Di María, Lavezzi, Ábila, Alario, Pratto, Lamela, Gaitán, Correa, Mudo Vázquez.

Icardi é espetacular? Os outros também são.

A segunda razão é mais secreta e bem mais sensível.

Todos sabem: Icardi era amigo próximo do casal Maxi López e Wanda Nara, e hoje é ele quem está com Wanda – para aversão de muitos jogadores argentinos.

Uma das piadas mais comuns em Buenos Aires é tratar uma pessoa que mente dizendo que ela 'tem menos códigos que Icardi'. Muy feo, eh?

Os amigos de Maxi López, claro, não dividem ambiente com Icardi.

E o principal caso é o de Javier Mascherano, o Jefecito.

Masche e Maxi são muito chegados. Nasceram juntos para o futebol no River e deixaram o clube no mesmo 2005: Maxi, no Barcelona; Masche, no Corinthians.


Desnecessário falar da importância de Mascherano na Seleção. Em pouco tempo, será o recordista de jogos na história. É o líder do grupo – bem acima até de Messi.

Este cenário bloqueia as chances de Icardi. ''O grupo não fecha a janela a ninguém'', disse Bauza nesta semana, garantindo o atacante da Inter no radar.

Mas sacrificar a convivência, e com tantos outros bons atacantes à disposição, não é nada provável até aqui, principalmente a um esperto canchero como Bauza.

Tais rejeições – craques fora, queremos paz – são constantes na Seleção. Dois exemplos: Tevez na última Copa. E Ramón Díaz, desafeto de Maradona, em 1990.

Icardi foi chamado uma vez para a Seleção: Eliminatórias-2013, com Sabella. Tinha só 20 anos. Veio 2014 e o cruce Wanda/Maxi. E nenhuma chance desde então.


‘Maldição de Palermo’ assombra o Boca
Comentários 2

Tales Torraga

Palermo / Parou / O Boca acabou.

O cântico não existe em espanhol, mas a gozação que a torcida do Santos ouviu por décadas seria perfeita para o momento do Boca Juniors. Ninguém se apropriou da histórica camisa 9 depois do adeus de Martín El Titán Palermo em 2011.


Bastante tripudiado fora da Argentina, Palermo está acima de Maradona e Riquelme para boa parte da torcida do Boca. Fez 236 gols oficiais e é o maior artilheiro da história do clube. E os sucessores sofrem para chegar a 10% da sua produção.

O artilheiro xeneize na Era D.P (Depois de Palermo) é Lucas Viatri, 31 gols em 133 jogos entre 2007 e 2013. Viatri hoje está no Estudiantes de La Plata.

Na sequência vêm Jonathan Calleri (23 gols em 61 jogos), Emmanuel Gigliotti (22 em também 61) e Santiago Silva. El Tanque, esperança de gols do Boca que perdeu a Libertadores de 2012 para o Corinthians, anotou 19 em 55 jogos.

A lista inclui também, com quantidade inferior, o aposentado Daniel Loco Osvaldo, Nicolás Blandi (hoje no San Lorenzo), o são-paulino Andrés Chávez e Darío Cvitanich (vendido para a França e atualmente no Miami FC).

A esperança da vez é outro Darío, este acima, Darío Benedetto, ex-América-MEX.

Bostero fanático, tem até uma tatuagem com o escudo. Fez, no último domingo, sua sexta partida pelo Boca, a quarta como titular. O rendimento é fraco: só marcou um mísero gol, contra o nanico Santamarina, pela Copa Argentina.

Tevez, mais para camisa 10 que para 9, soma 19 gols nesta volta ao time (45 jogos). Por xingar o juiz, ainda precisa cumprir mais duas partidas de suspensão.

O próximo capítulo desta busca por gols será na Bombonera às 18 horas deste domingo contra o Quilmes. É bom o ataque caprichar. A gastada do momento nas calles de Buenos Aires é chamar a torcida do Boca de 'viúvas do Palermo'.

E está bem difícil rebater.


Paixão de Guardiola pela Argentina vira livro
Comentários Comente

Tales Torraga

Apaixonado pela Argentina. A conexão do técnico Pep Guardiola com o país virou o livro Che Pep. Escrito por Vicente Muglia, jornalista do ''Olé'', a obra custa R$ 63 e tem 298 páginas. Chegou esta semana às livrarias portenhas e está à venda aqui.

Os dois traços argentinos que cativaram Guardiola ainda jovem: 1) caráter; 2) paixão por futebol. O livro narra vários encontros seus com mentes preparadíssimas como Jorge Valdano, Gabriel Batistuta e o técnico de vôlei Julio Velasco –  só três nomes.

É interessante também a descrição das viagens que Guardiola fez ao Qatar (para encontrar Caniggia) e, principalmente, para a Argentina para falar com seus dois ídolos, César Menotti e Marcelo Bielsa – ele e o Loco passaram dias numa fazenda.

Guardiola reforça sempre que Bielsa foi o melhor treinador que conheceu. E que a Argentina de 2002 é uma das suas referências de bom jogo, apesar do desastroso resultado. A Argentina caiu fora daquela Copa logo na primeira fase. Venceu a Nigéria (1×0), perdeu para a Inglaterra (0x1) e empatou (1×1) com a Suécia.


A obra traz também diversas análises de técnicos argentinos sobre o trabalho de Guardiola. Dois dos nove treinadores que opinam são Tata Martino e Gabriel Milito.

Futebol à parte, o trecho mais interessante do livro trata da paixão de Guardiola pela literatura argentina – é fanático por Operação Massacre, de Rodolfo Walsh – e como Pep, pessoalmente, ajudou na investigação do acidente de trânsito que matou o jornalista argentino Jorge Topo López durante a Copa do Mundo do Brasil.

Nesta semana, Mano Menezes defendeu – quase implorou por – uma análise mais profunda sobre os técnicos no Brasil. Tal análise inclui saber bem o que coloca a Argentina sozinha, líder, debochando, no topo do Primeiro Mundo do saber.

Superando até a Europa. Fijate: Argentina >> Europa.

Óbvio. O orgulho brasileiro precisa permitir.


Matthäus: “A Copa de 90 foi dada de presente à Alemanha. Não foi pênalti”
Comentários 7

Tales Torraga

Lenda do futebol alemão, Lotthar Matthäus está em Buenos Aires para divulgar a Bundesliga. E soltou nesta madrugada a frase que voltou a machucar a Argentina como no lance de 26 anos atrás: ''A Alemanha conquistou de presente a Copa de 1990. O pênalti dado pelo juiz não existiu'', contou, sincericida, à FOX Sports.

A jogada polêmica de 1990 ocorreu aos 39 minutos do segundo tempo da final Alemanha x Argentina. Em ataque pela direita, Rudi Völler 'cavou' o pênalti diante do zagueiro Roberto Sensini, e o árbitro uruguaio naturalizado mexicano Edgardo Codesal o marcou. No gol de Brehme, Alemanha campeã: 1×0.

A Argentina chora esta Copa perdida até hoje. Diego Maradona escreveu em sua recente biografia que fora avisado na véspera por Julio Grondona (presidente da AFA) que a final já estava 'comprada' pelos alemães. O craque – nu – precisou ser contido no vestiário para não trocar socos com o dirigente de então 59 anos.

Matthäus está com 55 anos e é 'senhor-propaganda' da liga alemã e de outras empresas de seu país. Jogou as duas finais de Copa contra a Argentina, em 1986 e em 1990. Perdeu a primeira por 3×2, no México.

Para ele, aquele Mundial marcou a maior de todas as exibições.

''Jamais vi alguém fazer o que Maradona fez naquela Copa. Falar de 1986 é falar do que fez Maradona''. Matthaus viu de perto, como prova esta foto.

Ele, caído.

Maradona, a caminho do título que a Argentina não veria mais depois dali.