Patadas y gambetas

“Cuide do corpo”. Conselho de Pelé a Maradona é resgatado em documentário

Tales Torraga

Estreou nesta semana em Buenos Aires o melhor documentário (na opinião do blog) já produzido sobre a carreira de Diego Armando Maradona: ''Maradona, los años felices'' mostra o começo de Maradona no Argentinos Juniors – período em que o mundo viu o mais brilhante Diego da história. É o que muitos ex-jogadores e ''maradonianos'' repetem na Argentina. O blog concorda. O Dieguito ''potrero y gambeta'' do fim dos anos 70 foi ainda melhor que o El Diez que driblou toda a Inglaterra em 1986 e todo o Brasil em 1990. E você? Acha o mesmo?

Ver o documentário é essencial para entender a afirmação. O Maradona pré-Boca (Barcelona, drogas, Napoli e etc) foi, de longe, o maior jogador da história do futebol argentino. Di Stéfano e Messi? Perdón. O que Diego fez dos 16 aos 20 anos jamais foi igualado por alguém que tenha nascido em território azul e branco.

O grande ponto de interesse da produção para os brasileiros é o encontro entre Pelé e Maradona há exatos 38 anos. Em abril de 1979, um fotógrafo da revista ''El Gráfico'', amigo dos dois, levou Diego, de 18 anos, para conhecer seu ídolo Pelé.

(A admiração do pibe pelo Rei do Futebol era tamanha que ele comemorava seus gols imitando o brasileiro, socando o ar. Basta ver as imagens.)

O documentário resgata os bastidores deste encontro.

O fotógrafo/amigo responsável pela aproximação dos dois largou a câmera e começou a chorar, tamanho o magnetismo do momento.

Pelé se despediu de Maradona com um conselho profético que o argentino não conseguiu seguir: ''Cuide do seu corpo''. Em 1984, cinco anos depois, já no Barcelona, Diego começou a cair nas garras da cocaína.

Da série ''Informe Robinson'', dos grandes programas de esporte da TV em todo o mundo, este episódio dos anos felizes de Maradona é melhor que ovo de Páscoa.

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