Patadas y gambetas

Monumental de Núñez lança projeto para ser maior que o Maracanã

Tales Torraga

Casa do River Plate e da seleção argentina, o Monumental de Núñez vai ampliar sua capacidade para ser maior que o Maracanã. É este o objetivo do projeto de remodelação do estádio anunciado por Rodolfo D'Onofrio, presidente do River.

Desenho do novo Monumental de Núñez – Reprodução/River Plate

O blog teve acesso ao plano que estima em cerca de US$ 70 milhões (R$ 217 milhões) o custo do novo Monumental. Para se comparar, a modernização do Beira-Rio, para 51.300 pessoas, consumiu R$ 330 milhões para a Copa de 2014.

Construído em 1937, o Monumental não passa por grandes reformas desde a Copa do Mundo de 1978. Muitas de suas instalações são antigas e perigosas. São comuns as cenas de cadeiras quebradas e arremessadas contra jogadores ou torcedores adversários. Os banheiros, os acessos e os sistemas de segurança também são defasados, o que obriga o River, dono do estádio, a agir rápido se quiser manter sua condição de principal cancha argentina – algo hoje já em dúvida com a construção dos modernos Estádio Único, em La Plata, e o Mario Alberto Kempes, de Córdoba, para 53.000 e 57.000 pessoas.

O Monumental hoje recebe 62.000 torcedores, e a ampliação faria chegar aos 82.000 espectadores. Se a capacidade for confirmada, passaria o Maracanã (78.000), o Morumbi (67.000) e assumiria a condição de maior praça esportiva da América do Sul, batendo o Monumental de Lima – 80.000 presentes no Peru.

Fazer caber mais gente em Núñez ocorreria de duas formas, segundo o plano de modernização. A primeira seria substituir a atual pista de atletismo por um novo setor, tornando o Monumental um estádio com o público muito mais próximo ao gramado, que seria reduzido e colocado em nível inferior ao atual. A mudança nas antigas instalações nos demais setores também permitiria aumentar a capacidade.

As normas atuais exigem mais distância entre um torcedor e outro, mas o River considera que há maneiras de ganhar este espaço que faria o Monumental ''inflar'' especialmente seu setor popular, chamado Sívori, onde fica o placar.

A ideia do River é começar as obras em 2018 – forma de celebrar os 40 anos da conquista da Argentina no Mundial de 78, lá mesmo, no Monumental. O clube busca um parceiro para pagar a reforma e com isso ocupar o nome oficial do estádio.

Hoje, o gigante de Núñez é batizado como Antonio Vespucio Liberti, histórico presidente do clube entre os anos 30 e 60. Já houve negociações com a Emirates e a Huawei, empresa chinesa de telecomunicações que patrocina o Boca Juniors.


Conversas entre o River e a AFA (Associação de Futebol Argentino) sobre o novo Monumental estão previstas também para esta semana de Argentina x Chile, às 20h30 (de Brasília) de quinta, lá mesmo em Núñez, onde a seleção de Bauza luta para sair da quinta colocação das Eliminatórias. Hoje, a Argentina jogaria a Repescagem para o Mundial da Rússia-2018. Que fase, muchachos.