Patadas y gambetas

River tenta salvar Argentina de seu pior começo de Libertadores em 15 anos

Tales Torraga

A falta de ritmo não era falácia. Os times argentinos estão sofrendo tanto com a recente inatividade que até agora nenhuma equipe do país ganhou na Libertadores. E cabe ao River Plate, também sem ritmo e também sem uma equipe estrelada, salvar a honra do país neste começo de competição.

O River estreia na Libertadores às 21h (de Brasília) desta quarta-feira (15) contra o Independiente Medellín, na Colômbia, tentando evitar uma marca negativa que dura 15 anos. É preciso recuar para 2002 para encontrar uma primeira rodada de Libertadores sem vitórias de equipes argentinas.

Na ocasião, os cinco representantes argentos estrearam assim: San Lorenzo 0x1 Potosí, Vélez 0x0 Morelia, Boca 0x0 Santiago Wanderers e River 0x0 Talleres.

Agora em 2017, o Atlético Tucumán ficou no 1×1 com o Palmeiras e o Godoy Cruz repetiu o placar contra o Atlético-MG. O San Lorenzo apanhou de 4×0 do Flamengo, e o Lanús perdeu em casa por 1×0 para o Nacional do Uruguai. E o Estudiantes tampouco fez melhor papel: foi vencido pelo Botafogo por 2×1 no Rio.

E o que esperar do River nesta Copa?

Uma equipe instável e que só se classificou à Libertadores com um título desesperado da Copa Argentina e um alucinante 4×3 sobre o Rosario Central.

O técnico Marcelo Gallardo deve enfrentar o Medellín levando o seguinte time a campo: o goleiro é o contestado Batalla, de apenas 20 anos; os laterais são Mayada pela direita (volante improvisado) e Casco (recém-recuperado de lesão e convocado pela seleção argentina para atuar na esquerda em 2015).

Os zagueiros são o experiente Maidana, campeão da Libertadores por Boca e River, e o pibe Martínez Quarta, também de 20 anos. Vêm então três volantes experientes: Nacho Fernández, Ponzio e Rojas. Nacho é o motor, Ponzio é o pulmão, Rojas é o cérebro na distribuição das jogadas. O armador será o muito contestado Pity Martínez; no ataque, o ponto forte, com os competentes Alario e Driussi.

É um River menos temível que o campeão de 2015 (Barovero, Mercado, Funes Mori, Vangioni, Kranevitter, Sánchez…) e o que foi eliminado nas oitavas de 2016 pelo Independiente del Valle.

A campanha no Argentino também não é animadora: o Millonario está em oitavo, 11 pontos atrás do líder Boca, com exatamente 15 de 30 rodadas disputadas.

Terrible, muchachos, pero esto es lo que hay.