Patadas y gambetas

Icardi mete o nariz na seleção argentina e surge como substituto de Pratto

Tales Torraga

A grande chance que Mauro Icardi vem suplicando há anos na seleção argentina, quem diria, veio no nariz quebrado de Lucas Pratto no sábado contra o Palmeiras.

Não foi casualidade: no domingo, Icardi marcou simplesmente três gols no 7×1 da Inter contra a Atalanta. Repertório completo, Patón. Um de perna esquerda, outro de direita, outro de cabeça. Maurito agora é o argentino com o maior número de gols no Italiano – 20 -, um a mais que Pipita Higuaín, e dois atrás do artilheiro no geral, o belga Mertens, do Napoli.


Pratto já operou o nariz e tem a recuperação monitorada pela comissão técnica de Bauza, que passou o fim de semana já estudando se vale a pena levá-lo para os duelos importantíssimos contra Chile e Bolívia; contra o Chile, em Buenos Aires, na quinta que vem. Ante a Bolívia, em La Paz, na terça seguinte (dia 28).

A Argentina é a quinta nas Eliminatórias, e hoje jogaria a repescagem para o próximo Mundial. A sexta colocada, a Colômbia, está somente um ponto atrás.

A jornada dos próximos dias é duríssima – a Argentina recentemente tem sido uma lamentável freguesa tanto do Chile quanto da altitude da Bolívia.

Por mais que haja uma notória má vontade portenha com Icardi e seu casamento com Wanda Nara, ex-mulher do seu ex-amigo Maxi López, a mal-humorada torcida de Buenos Aires não engole, por exemplo, a convocação de Ezequiel Lavezzi, conformado reserva do Hebei Fortune, da China. Abrir mão dos gols de Icardi é uma loucura inexplicável em uma seleção que tem um ataque apenas melhor que a Venezuela nessas Eliminatórias (14 gols em 12 jogos).

Uma opção para Bauza – que recentemente visitou Icardi em Milão – seria convocar Lucas Alario, do River, para o lugar de Pratto. A tática teria a mera intenção de ganhar a torcida, não de somar tecnicamente à equipe, porque Alario, claramente inferior a Icardi, também está sem ritmo e recém-recuperado de lesão.

Seria imperdível ver Icardi em ação en la cancha de River, com Buenos Aires explodindo em fúria pelo atual momento da seleção. Os próximos dias merecem atenção também com Pratto – que, convenhamos, tem merecido seu espaço no ataque. Bem diferente de Lavezzi, Agüero, Higuaín e Di María, um quarteto que, quando muito, tem seus brilharecos nos clubes, mas cuja ficha de serviços prestados à seleção é pobre – e já deveria ter sido encerrada, segundo muitos.